Papo de especialista

Papo de especialista

Fertilidade: quando investigar e o que dá para fazer antes disso

Apresentação: Dra Helizabet Salomão ·Entrevistado(a): Dr Fábio Sakae·19 de agosto de 2026
Resumo

Quem deseja engravidar costuma conviver com ansiedade e dúvidas: quanto tempo tentar antes de buscar ajuda, quais exames fazem sentido e o que dá para mudar no dia a dia. Nesta edição, a Dra. Beatriz Porto conversa com o convidado sobre investigar na hora certa, incluir o parceiro na conversa e falar em chances e individualização — nunca em garantia de gravidez. O conteúdo é informativo e não substitui a consulta; a conduta é decidida pelo médico, caso a caso.

Quanto tempo tentar antes de procurar ajuda

Como regra geral, um casal sem fatores de risco conhecidos pode tentar por cerca de um ano antes de procurar avaliação. Mas a idade muda esse prazo: a partir dos 35 anos, o razoável é encurtar a espera (em torno de seis meses), porque a fertilidade feminina diminui com o tempo e cada mês conta. A idade é um dos fatores que mais pesam na conversa.

Avaliação inicial sem drama

A avaliação inicial não precisa ser um bicho de sete cabeças. Alguns exames básicos ajudam a entender a fertilidade da mulher (avaliação hormonal e da reserva ovariana, e das trompas/útero) e do homem (o espermograma, exame simples e essencial). O objetivo é mapear o cenário do casal antes de qualquer conduta, com calma e informação.

O que está sob controle no dia a dia

Vários fatores estão ao alcance do casal: cuidar do peso, parar de fumar (o tabagismo afeta a fertilidade de ambos), cuidar do sono e conhecer o período fértil para orientar as tentativas. Essas mudanças ajudam e valem o esforço, mas é importante ter expectativa realista: elas melhoram as chances, sem garantir resultado.

Mito × Fato

"Fertilidade só depende da mulher."Mito. A fertilidade é coisa do casal. O fator masculino responde por parcela expressiva das dificuldades para engravidar, e por isso a avaliação do parceiro (incluindo o espermograma) entra desde o início. Deixar o homem fora da conversa atrasa o diagnóstico.

Congelamento de óvulos e preservação

A preservação da fertilidade — como o congelamento de óvulos — faz sentido para quem quer adiar a maternidade, para pacientes que vão passar por tratamentos que podem afetar a fertilidade e para quem deseja resguardar opções antes que a idade avance. Antes de decidir, é importante entender que se trata de aumentar chances futuras, não de uma garantia, e que a decisão é individualizada.

Para levar

  • Tentar por cerca de um ano antes de investigar; a partir dos 35 anos, encurte esse prazo.
  • A avaliação inicial é simples e inclui exames básicos da mulher e do homem.
  • Peso, tabagismo, sono e conhecer o período fértil estão sob controle e ajudam.
  • Fertilidade é do casal: o fator masculino importa e o parceiro entra desde o início.
  • Preservação de óvulos amplia opções futuras, sem garantir gravidez; a decisão é individualizada e do médico com o casal.

Referências

  1. 1.Sem referência citada nesta edição — conversa geral.

Revisão científica: Prof. Dr. Paulo Ayroza Ribeiro

Educação médica independente e continuada. Conteúdo em camada aberta — CFM 2.336/2023. A IA apoia a decisão; quem decide, e responde, é o médico. Nenhum dado ou imagem de paciente é veiculado.
Profa. Dra. Helizabet Salomão Abdalla Ayroza RibeiroCRM 85949/SP · RQE 56380 · Ginecologia e Obstetrícia
Prof. Dr. Paulo Ayroza RibeiroCRM 60.560/SP · RQE 77239 · Ginecologia e Obstetrícia