Recorte de aula · Semanal
IA para Ginecologistas
Os Módulos de IA: bases da IA para médicos e decisão em endometriose, com referências verificadas.
- 1vídeo·10 de agosto de 2026
Quando a IA erra com confiança
Métricas excelentes podem esconder um atalho — o hospital, a régua, o aparelho — que desaba fora da origem. Este episódio percorre as três portas de entrada do viés, o efeito 'Clever Hans' na medicina e os vieses humanos (ilusão de validade, viés de automação) que levam a confiar demais. A defesa é validação externa, monitoramento e um humano cético no circuito.
- 2vídeo·11 de agosto de 2026
O que é IA na medicina? O vocabulário essencial para ginecologistas
Inteligência artificial virou palavra-ônibus: usamos o mesmo termo para coisas muito diferentes. Este episódio entrega o vocabulário essencial — IA, aprendizado de máquina, aprendizado profundo e LLM — e a distinção que mais importa na prática: a **IA determinística**, que segue regras e é auditável, versus a **IA generativa**, que redige e pode errar com confiança. A régua que fica: **a IA apoia; quem decide é o médico.**
- 3vídeo·05 de setembro de 2026
IA na imagem: ver mais cedo no ultrassom
A pergunta que abre esta aula é direta: **a inteligência artificial vai fazer o ultrassom ver a endometriose mais cedo?** A resposta honesta é que o que antecipa o diagnóstico hoje não é o algoritmo, e sim quem levanta a hipótese na primeira consulta e quem sabe realizar o exame com protocolo. O ultrassom transvaginal especializado já é diagnóstico para o endometrioma e altamente específico para a doença profunda, mas **um exame negativo não exclui endometriose**. A IA entra depois disso, com evidência mais consistente no papel de **segundo leitor** — reduzindo a variabilidade entre quem lauda, e não substituindo a leitura médica. Nenhum estudo prospectivo demonstrou, até aqui, mudança de conduta ou encurtamento do tempo até o diagnóstico. A IA apoia; quem decide é o médico.
- 4vídeo
IA na cirurgia e na formação: o que vem aí
A aula 16 da trilha faz a ponte entre inteligência artificial e cirurgia, e organiza o tema em uma **pilha de cinco camadas** de navegação cirúrgica: imagem-fonte, segmentação, modelo 3D, registro em tempo real e sobreposição no campo. Cada camada só funciona se a de baixo estiver resolvida. Em endometriose, as camadas 1 a 3 são factíveis hoje; as camadas 4 e 5 **não têm evidência publicada na pelve**. O episódio separa o que muda a conduta este ano do que ainda é conversa de congresso, revisa os números de fluorescência, visão computacional, formação e automação — sempre com as ressalvas metodológicas de cada estudo. Tecnologia e robótica **complementam** a laparoscopia e o julgamento clínico; equipamento não garante desfecho superior. **A IA apoia; quem decide é o médico.**
- 5vídeo·12 de agosto de 2026
Como um modelo aprende
Um algoritmo que acerta 99% num paper pode ser inútil no seu serviço. O que separa um modelo confiável de um número bonito não é a matemática — é o dado com que ele aprendeu, o rótulo que tentou prever e como foi testado. Este episódio explica sobreajuste, vazamento de dados e por que a validação externa é a prova que vale. A régua: a IA apoia; quem decide é o médico.
- 6vídeo·13 de agosto de 2026
A regra de dois níveis
Exame ou ultrassom normal não exclui endometriose: se a clínica sugere, mantenha a suspeita e escale. Este episódio apresenta a regra de dois níveis — sintoma isolado pede imagem dirigida; sintoma somado a achado no exame escala a conduta e o encaminhamento — e a hierarquia da imagem: ultrassom transvaginal em primeira linha, ultrassom especializado (IDEA) e ressonância seletiva (ESUR).